terça-feira, 20 de novembro de 2012

conclusão

papel e caneta são mais úteis.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Abulia

Do Glossário.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Alternando

Eu sempre escrevo o post primeiro e depois coloco título, mas hoje, todo o texto será baseado no título.

(ao som do DVD do Pouca Vogal - amanhã tem show *-*)

[Depois da Curva, Até o Fim, Girassóis e Breve]

Quando comecei realmente a escrever já estava na quarta música (a Breve), resolvi voltar do comecinho porque vi que a postagem seria grande. Sempre que passo muito tempo sem postar me perco um pouco no começo (e no meio, e no fim haha), but here we go.

Foi meu aniversário semana passada, eu tava com saudade da minha irmã, com saudade do Ga, não queria ver ninguém. Tinha um plano: eu iria pra Sp, desativaria o face (pra família de lá não lembrar e não aprontar a famosa festinha "surpresa"), passaria o dia no Museu da Língua Portuguesa, na exposição sobre o Jorge Amado - sim, eu consigo passar o dia lá e nem sentir, triste é a hora de ir embora. Mas uma semana antes a Mili me ligou, e eis o meu maior presente: ela viria me ver, não no dia, mas um pouquinho antes. Na sexta ela chegou, não ficou 30 minutos e já teve que ir embora. Mas valeu os 3 anos que fiquei sem vê-la. A saudade tava tão apertada, meu coraçãozinho batia tão rápido que eu não consegui nem chorar. Até agora, quando penso nela aqui, me dá um nó na garganta, um arrepio de medo e o choro não sai.

Enfim, como ela veio antes, não tinha nenhuma pretensão de ficar aqui. Mas não era o plano do meu pai. Inventou um tanto de história e no fim, acabei não indo. Fui cedinho pra casa da minha mãe, almocei com ela e ela resolveu fazer uma janta e chamo meu irmão. A Bê me ligou (porque ter a minha pessoa longe dela no dia do meu niver também não estava nos planos dela) e ela foi pra casa da minha mãe jantar comigo. Minha família tava presente. Quando saímos de lá, meu pai ligou e pediu pra encontrarmos com ele num barzinho, onde tava tocando a banda que eu mais curto aqui da cidade. Foi engraçado, como meu pai e eu somos muito da noite (os antigos boêmios haha) acabamos conhecendo todos os músicos aqui da cidade, e assim que entrei no bar - com a Bê, é claro - os dois músicos estavam na mesa do meu pai me esperando pra dar os parabéns. Meu, odeio de coração o tal do "parabéns", mas fui educada e gentil. Do nada apareceram outras duas grandes amigas, a Camila (lombrigóides como dizia o Dieguinho) e a Nith. A noite foi ótima, ri muito (com exceção da hora do parabéns, em que todo o bar olhou pra minha mesa batendo palma e me desejando um 'feliz aniversário', culpa dos malditos músicos ahah). Entendi porque meu pai não quis me deixar ir pra Sp, só não entendi porque ele passou a semana toda acabando comigo.

O Ga errou o dia (mais uma vez!) e me ligou um dia antes, e no aniversário mesmo não conseguimos nos falar. Mas como ele já tinha me dado os parabéns eu não achei tããão ruim.
E foi uma semana super bacana, e estranha também. Sabe quando aquela pessoa que vc admira muito, mas muito mesmo (do tipo, sou fã desse cara!) te faz um elogio e vc fica todo sem graça? Então, um amigo meu, das antigas, que eu super pago pau (claro que só na minha cabeça haha) soltou um simples: Niki, te admiro cara, de verdade. Eu nem respondi, porque né, nem consegui. No outro dia, conheci uma menina que canta na noite (o pai dela é um dos músicos que embalam nossas noites aqui) e eu sempre tentei ser espontânea com quem acabei de conhecer, tento não forçar a amizade, mas comecei a zuar ela, por motivos que nem convém falar aqui, e ela super aceitou as brincadeiras e revidou também. No meio da noite ela chegou (bêbada) pra mim e começou a falar: "cara eu to admirada, ce é inteligente demais, eu convivo com gente igual vc todo dia, meu pai e a melhor amiga dele são super assim, pegam as coisas rápidas, eu queria ser assim, mas vc é foda (e bla bla bla)". Sei que a menina falou uns 10 minutos, me deu uns 20 abraços e uns 40 apertos de mão, e sei também que ela tava bêbada, mas tenho aquela máxima pra mim "tudo que foi falado bêbado foi pensado sóbrio".

Uma vez cheguei muito arrumadinha pra uma reunião que eu tinha, e meu colega começou a disparar elogios, do cabelo, da roupa, disso, daquilo. Claro, eu fui um cavalo. Porque eu SOU um cavalo. Falei pra ele que se ele quisesse que eu guardasse os elogios dele, que ele elogiasse os planejamentos que eu tinha feito, elogiasse as ações que eu tinha enquanto presidente, etc., porque na reunião seguinte eu não iria arrumada, e os elogios teriam sido em vão. Ele não se assustou porque, assim como eu, ele também é um cavalo. E de repente, quando eu to assim meio fragilizada, me vêm justo o tipo de elogio que eu valorizo demais. Acho isso construtivo, mostra pra gente que a gente tá no caminho certo.

Hoje, conversando com outra amiga minha (recente na minha vida) ela começou a falar e falar e falar, e falou por uma hora. Durante essa uma hora, ela me disse tanta coisa que amigos meus de séculos nunca ousaram nem comentar. E eu pensei, pensei e tô pensando ainda. É o tipo de coisa que a gente demora dias e músicas pra digerir, sabe? Boas, ruins, óbvias, estranhas e inesperadas. É uma das coisas que acho legal em fazer novas amizades, ao mesmo tempo em que a pessoa está te conhecendo, vc se redescobre. Perde alguns vícios de velhas amizades, ganha novos.

Como eu disse, hoje o texto se basearia no título. Querer uma coisa e ter outra, e descobrir que essa outra é bem melhor. Ouvir uma coisa boa e outra ruim, e acabar por tentar entender como conciliar as duas coisas. Alternar entre a saudade e o esquecimento, entre a vontade e a racionalidade, entre a euforia e o desgosto. SE alternar.

"
o jogo acabou de repente, o céu desabou sobre a gente
tententender, eu quero um abrigo e não consigo ser mais direto"

E, finalmente, quando eu cheguei onde eu mais queria, ouvi:

"fecho os olhos.. outro mundo
vou morar no interior
e eu tenho fé na força do silêncio"


..e fiquei com medo de falar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Será?

Hoje tenho três milhões de coisas pra fazer. Coisas que já deveria ter feito há mais de uma semana. Mas não fiz.

[ao som de Será - Legião Urbana]

"será que vamos conseguir vencer?"

A universidade está em greve, meu estágio está me desiludindo totalmente da carreira de docente, minha preguiça me domina mais do que nunca, tenho relatórios pra entregar, um tcc pra dar andamento, e ainda um trabalho gigante que nem é meu, mas que me comprometi a fazer. Fora as aulas que tenho que dar.
To com saco pra nada, e acho que pra ninguém.
E como a tendência da situação é nem sempre melhorar, ainda tenho que ser o que eu não sou só pra agradar e não gerar mais briga.
Não sou calma, passiva, educada e menos ainda, aquela compreensiva que sempre dá um conselho legal.
Sou impulsiva, estourada, boca suja e ácida. Mas essas características tão cada vez mais camufladas numa áurea que chega a ser bem enjoada.

Queria ir pra casa, mas não tenho mais aquela casa, sinônimo de segurança. Um dia me falaram que a casa da gente é onde quem a gente ama tá. Minha casa tá em pedaços então.

[Soldados - Legião Urbana]

"mas agora a coragem que temos no coração parece medo da morte (...)
tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
tenho medo e eu sei porque, estamos esperando"

Essa música me lembra da minha irmã. Aliás, tantas coisas me lembram a minha irmã.

terça-feira, 15 de maio de 2012

E antes da greve..

"Chame do jeito que você quiser
medo, coragem ou amor.
Faça disso o que quiser,
é um presente que eu te dou.
Só não tente me dizer o que é melhor pra mim!
Quem pode saber?
Não venha me explicar o que eu sinto por você,
sou o primeiro a saber"

Porque hoje eu nem tava com muita vontade de postar, mas algumas coisas fazem nosso dia valer a pena.
E por um pequena coisa, meu dia valeu.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

Banco - Engenheiros do Hawaii
(Cd Minuano, 1997, #1)

(Deve haver alguma coisa que ainda te emocione)
Tudo errado no teu banco de dados
Futuro presetado...passado deletado
Eu sinto te informar: tú estás mal informado!
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Uma garota, um bom combate, um gol aos 46
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Te vejo sentado no banco dos réus
Pra falir a banca bancando o coitado
Quanto mais culpado melhor o advogado
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Um cavalo em disparada
Pijamas...nada pra fazer
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Tudo guardado num banco americano
A sete chaves, o sétimo céu
Eu sinto te informar: o banco foi roubado!
É o velho jogo: pedra, tesoura e papel
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Um vinho tinto...um copo d'água
A chuva no telhado...um pôr-de-sol
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

http://www.youtube.com/watch?v=wh6eDN1onHQ