domingo, 18 de março de 2012

Em 21/02/2010

Relendo minhas coisas antigas, achei isso:

"Hoje resolvi que iria postar. Apesar de estar super cansada, com dor de cabeça e muito sono, resolvi que iria postar.

[ao som de Amado - Vanessa da Mata]

Como faz muito tempo que não posto, me permito a entrega aos devaneios. Sinal de post confuso. Mais um.

"To com saudade de você na varanda em noite quente, e o arrepio frio que dá na gente (...) e aí o amor pode acontecer de novo pra você, palpite."

(...)

Eu já falei tantas vezes nesse humilde e despretencioso blog como me arrependo de tanta coisa que já fiz. E as que mais doem são as que eu não fiz. Me arrependo cada segundo de tudo. TUDO.
Não estou deprê, sério. Estou até feliz, hoje a noite foi muito boa (...).
[ao som de É Tarde - Skank]

"Se você ligar o rádio, todas as canções irão dizer: Goodbye so long, my love
Você vai deixar na lista das tarefas de amanhã: chorar mais tarde."

Mas a questão é que, com o passar do tempo, dos anos, a gente percebe o quanto nossas escolhas nos fazem ser (pro bem ou pro mal) o que somos. Não, não é o que a gente pensa, ou a música que escutamos. São nossas escolhas. Elas nos personalizam mais do que qualquer outra coisa.
E como eu queria poder voltar naquela noite, só pra rever aquele desenho ser feito.
Como eu queria voltar naquele fim de tarde só pra sentir a melhor sensação do mundo.
Como eu queria voltar naquela tarde chuvosa, só pra ver ele resfriado querendo sorvete de limão. E depois ouvindo "you're beautiful ah-há"
Queria voltar, simplesmente voltar. Eu sei que a vida é feita de presente, mas o passado foi tão mal resolvido que temo não conseguir resolver nem mesmo aquilo que passo agora.
Sou uma pessoa tão perdida, mas tão perdida, que até pra encontrar a porta do quarto eu me perco.
Me perco em todos os sentimentos que, muitas vezes, duvido que tenho.
Queria poder falar, abrir o coração e realmente dizer: ESTOU CONFUSA.
Achar uma placa que mostrasse: Hey, a saída é por aqui. Mas tudo que eu vejo são dúvidas e mais dúvidas. São questionamentos, provações. Tenho a impressão às vezes de que ainda não comecei a viver.
Ou pior, que vivi.
Vivi mas perdi a minha vida em alguma esquina mal escolhida.
(...)
Queria voltar atrás e dizer DESCULPA.
pela minha ignorância
pela minha falta de capacidade
pela minha INSUPORTÁVEL IMATURIDADE
pela minha rispidez
pela minha falta de tato
pela meu desconhecimento
pelo meu ciúme.
PELO MEU MALDITO CIÚME.

[ao som de Eu Espero - Luiza Possi] -> essa vai ter letra no final!

Não consigo me imaginar com outras atitudes. Sou tão peculiar exatamente por essa mistura de extremos.
Ora extremamente ignorante e ríspida, ora contrasto com toda a doçura que cabe em mim, com abraços e afagos.
Sinto uma grande vontade de falar que eu não sou assim. Mas eu SOU.
Queria ter tido uma câmera e filmado, filmado todos os momentos, só pra poder rever o que eu falei e o que fiz.
Melhor! Queria que a minha vida fosse uma filmagem, onde eu pudesse voltar e falar que esta ou aquela cena ficou ruim. Refazer. Falar de outro jeito. Escrever a história já sabendo das consequências.
Há a sábia frase que diz que não há como mudar o passado, mas podemos mudar o futuro. E daí?
O presente que eu vivo não é o que eu quero por culpa minha. Eu quero sim voltar no passado e refazer meus erros. E nem vem com essa de que eu devo aprender com eles. Mentira. Aprendo porcaria nenhuma. Pior que isso, eu os repito, cada vez mais intensa e repetidamente.
Sou uma pessoa que se não merece o tronco, passa perto.

[ao som de Ready For Love - Bad Company]

Não postarei nada de utilidade pública. Quem lê o blog sou eu. Portanto terá o que eu julgar interessante (...).
Tá vendo, já to me explicando de novo.
Mais uma vez, ahh como eu queria perder essas manias..
de me explicar
de não entender
de querer tudo do meu jeito
de querer ser a única a sempre estar certa
É impressionante, mas, meu, como eu me canso de mim viu!
Dá uma vontadezinha de tirar umas férias da minha pessoa de vez em quando.
Passar uns dois ou três anos away. Gone, far, far away.

E o pior de tudo é pensar que vai melhorar. Que será diferente.
A minha grande pergunta é: PORQUE RAIOS EU TENTO TANTO ME ENGANAR?
Não é questão de pessimista, otimista ou realista.
É ser humana, ser fraca, ser questionável.
Uma vez só, queria ser absolutamente certa e capaz. Uma vez só, só pra ter o gostinho.
Vou parar por aqui porque minha cabeça ferveu. Daqui a pouco ela funde. E isso não será bom.

Eu Espero - Luiza Possi

Vai sim, vai ser sempre assim
A sua falta vai me incomodar,
E quando eu não aguentar mais
Vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.
Vai sim, vai ser sempre assim,
Um pra cada lado, como você quis
E eu vou me acostumar,
Quem sabe até gostar de mim.
Mesmo que eu tenha que mudar
Móveis e lembranças do lugar,
O meu olhar ainda vê o seu
Me devorando bem devagar.
Vem, que eu ainda quero, vem
Quando menos espero a saudade vem
E me dá essa vontade, vem
Que eu ainda sinto o frio
Sem você é tudo tão vazio
E me dá essa vontade, vem
Que esse amor ainda é meu.
Troco todos os meus planos por um beijo seu
Que essa noite pode terminar bem."



E depois de reler isso tudo, dois anos depois, eu me perguntei se tinha mudado alguma coisa. E a resposta a que eu cheguei foi de que, apesar dos esforços, continuo perdida e sem entender nada. haha foda!